Durante os dias 16 e 19 de setembro de 2026, ocorreu o 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Com o tema central “Interculturalidade, Ambiente, Saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios”,o evento aconteceu na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), instituição de ensino superior pública brasileira sediada em Manaus, capital do estado do Amazonas.
Realizado pela primeira vez na Região Norte do Brasil, o congresso propôs reflexões sobre os impactos das mudanças climáticas, das desigualdades sociais, dos processos migratórios e das transformações políticas que afetam diretamente a saúde coletiva. Além disso, destacou a necessidade de reconhecer e valorizar os conhecimentos produzidos por povos indígenas, populações negras, povos das águas e das florestas, comunidades periféricas e demais grupos historicamente marginalizados.

O tema do congresso reforçou a compreensão de que saúde, ambiente e território são dimensões indissociáveis. Nesse contexto, a Amazônia ocupa papel central como espaço de produção de conhecimentos, inovação social e resistência, oferecendo importantes contribuições para a construção de alternativas frente aos desafios contemporâneos. A escolha de Manaus como sede do evento representou também um movimento de descentralização dos debates científicos e de valorização das múltiplas epistemologias presentes na região amazônica.
Integrando a programação do congresso, o Observatório Nacional de Saúde Mental e Trabalho realizou no dia 16 de setembro de 2026 a oficina intitulada: “Enredando as Redes e os Territórios: Desafios e potencialidades das tessituras entre a Rede de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora e a Rede de Atenção Psicossocial do SUS”. Alinhada à compreensão de que saúde, ambiente e território são dimensões indissociáveis, a oficina reuniu profissionais, pesquisadores e movimentos sociais para debater: integração entre redes do SUS, território e saúde mental e o fortalecimento das ações intersetoriais.
A iniciativa consolidou o papel do Observatório na defesa do Sistema Único de Saúde e na construção coletiva de soluções voltadas à dignidade, à promoção da saúde e à proteção dos trabalhadores nos seus diversos territórios.
O 10º CSHS consolidou-se, assim, como um espaço fundamental de encontro, reflexão e construção coletiva, reunindo acadêmicos, profissionais de saúde, movimentos sociais e gestores em torno da defesa do Sistema Único de Saúde, da valorização da diversidade cultural e da busca por soluções inovadoras para os problemas sociais e sanitários do século XXI.